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Apr 30, 2026 · Payments/Fintech · Informational

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𝗖𝗼𝗻𝘀𝗲𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗱𝗺𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼: 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗼𝘂 𝗼𝘅𝗶𝗴𝗲𝗻𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘂𝗺 𝗖𝗘𝗢 𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲𝗲𝗻𝗱𝗲𝗱𝗼𝗿? Já me perguntaram muitas vezes por que, sendo CEO e co-fundador de uma empresa listada, invisto tempo em conselhos de administração de outras empresas. As provocações vêm de dois ângulos. A primeira é o foco. Toda hora dedicada a um conselho compete com a operação principal. É verdade. A segunda é a assimetria entre risco e retorno. Como conselheiro independente em companhia aberta, você assume responsabilidade fiduciária relevante, com dever reforçado de representar o minoritário. Se o critério for puramente remuneração, raramente compensa. Não discordo dos dois pontos. Por isso, dosimetria e escolha da empresa correta são chave. Não mais que um ou dois conselhos fora do meu papel na Bemobi, e só em empresas que tragam algo novo e justifiquem o tempo e a responsabilidade Os critérios que aplico: ▸ Indústrias novas, onde possa maximizar o aprendizado, mas com senso crítico sobre onde também consigo agregar. Trago bagagem em estratégia, tecnologia, pagamentos e IA. E ter sido CEO de grandes empresas, inclusive multinacionais, e empreendedor, me dá sensibilidade sobre o balanço entre o papel do conselheiro e o do executivo. ▸ Empresas em que sou fã, e onde possa conviver com pessoas que admiro. Quando há um empreendedor à frente, melhor ainda Tive a sorte de entrar em conselhos relativamente "jovem", há uns 12 anos. Alguns que ilustram bem: ▸ Na Positivo Tecnologia, mergulhei em fabricação, supply chain e P&D, e virei amigo de Hélio Rotenberg, um dos maiores empreendedores que conheci. ▸ Na Vibra Energia, acompanhei a transição de uma estatal para uma true corporation após o follow-on de privatização. Uma aula sobre operar em controle pulverizado, ao lado de pessoas incríveis. ▸ No Iguatemi S.A., vivi um caso exemplar de profissionalização de uma empresa familiar de muito sucesso. A família Jereissati, com Carlinhos, Pedro e Erika, construiu uma governança e um conselho de debates muito ricos Mas talvez o aprendizado mais subestimado seja outro: estar em conselhos diversos te forma também como empreendedor. Vivi conselhos disfuncionais e outros que funcionam muito bem. Essa exposição me deu clareza sobre que tipo de governança queria construir na Bemobi Agradeço ao maravilhoso conselho da Bemobi: Francisco Valim, Fiamma Zarife, Roberto Rittes, Lars Boilesen, Silje Christine Augustson, e ao nosso mais novo integrante Eduardo Chedid. E aos conselheiros e empreendedores com quem tive o privilégio de aprender: Hélio Bruck Rotenberg , a família Jereissati / Pedro Jereissati, e o conselho da Vibra, com craques como Sergio Rial e Walter Schalka. Cada um trazendo uma jornada muito diferente da minha e pontos de vista muito ricos Qual sua opinião? Ser conselheiro é mais risco e custo de oportunidade, ou um investimento subestimado de oxigenação e aprendizado na trajetória de um empreendedor?

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